Estudantes da USP recorrem ao sistema judiciário contra a reprovação em grande escala de participantes de greve.

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Um grupo de estudantes da U SP entrou com uma ação judicial para evitar a reprovação em massa dos alunos grevistas. O mandado de segurança foi protocolado na sexta-feira passada e conta com o apoio de entidades como o Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito, e o GFAUD, Grêmio Estudantil da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Os estudantes estão reagindo a um comunicado da Pró-Reitoria de Graduação, enviado na terça-feira, que indicava a possibilidade de reprovação dos alunos caso a greve continuasse por seis semanas. O documento apontava que os alunos não atingiriam a frequência mínima exigida de 70% para aprovação no semestre.

Com isso, mais de 12 mil alunos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), que estão em greve, seriam reprovados. Para os calouros, a reprovação resultaria na perda da vaga na USP.

Os estudantes interpretaram essa medida como uma forma de intimidação para encerrar a greve, que está em sua sexta semana. Na sexta-feira, o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior emitiu uma nota negando qualquer “perseguição” aos grevistas. Ele afirmou que as faculdades terão autonomia para adaptar seus conteúdos, possibilitando o cumprimento da frequência mínima exigida para aprovação.

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