A polícia no Rio de Janeiro recupera 8 das 21 metralhadoras roubadas do Exército.

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São Paulo – A Polícia Civil do Rio de Janeiro recuperou, na tarde desta q uinta-feira (19/10), 8 das 21 metralhadoras do Exército que foram furtadas do Arsenal de Guerra do Quartel em Barueri, na Grande São Paulo.

As armas foram interceptadas na Gardênia Azul, na zona oeste do Rio de Janeiro. A apreensão de 4 metralhadoras .50 e outras 4 MAGs, calibre 7,62, foi feita por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do Rio de Janeiro.








De acordo com o portal g1, parte das armas furtadas do Arsenal do Exército em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, teria sido oferecida ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

Esse tipo de armamento, que pesa em média 4,5 quilos cada. é capaz de derrubar helicópteros e aviões sem blindagem e atingir alvos a uma distância de até 2 quilômetros, de acordo com o especialista em segurança pública Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz.

Além das 13 metralhadoras .50, 8 de calibre 7,62 foram roubadas em Barueri na última quarta-feira (11/10).

Desde então, cerca de 480 militares eram mantidos no quartel para a apuração do caso. Com o avanço da investigação interna, 320 militares foram liberados nessa terça-feira (17/10), uma semana após o desvio das armas.

Na segunda (16/10), o Metrópoles ouviu parentes dos militares aquartelados que reclamaram da falta de notícias e da demora para liberar a tropa.

O aquartelamento foi decidido pelo Comando Militar do Sudeste para averiguação durante o procedimento administrativo do Exército. O objetivo da medida é colher depoimentos dos militares sobre o furto.

“Ele está preso desde quarta-feira. Eu e toda a família estamos ansiosos e preocupados”, afirmou a mulher de um militar, na ocasião. “Só consigo falar com ele durante dois minutos por dia, por meio de um telefone fixo do quartel”.

Segundo ela, no quartel, ninguém daria qualquer informação sobre as investigações e a possível liberação dos militares que não tiveram envolvimento com o furto. “Até quando eles vão ficar presos? Todos têm suas vidas e responsabilidades aqui fora”.

Segundo o Comando Militar do Sudeste, as metralhadoras furtadas eram “inservíveis” e “estavam no Arsenal, que é uma unidade técnica de manutenção, responsável também para iniciar o processo desfazimento e destruição dos armamentos que tenham sua reparação inviabilizada”.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que as polícias paulistas estão empenhadas para evitar “consequências catastróficas” do furto de 13 armas antiaéreas.

O furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército é o maior desvio de armas registrado pelas Forças Armadas desde 2009, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz.

Reportagem em atualização

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